Ah sim, o final.

Não foram feitas somente estas entrevistas nas duas últimas semanas, falei também com o pessoal da segurança (que são constantemente "homenageados" em pichações nos banheiros da universidade. Ainda vou escrever sobre isso) e outras pessoas que achei que estariam (e realmente estavam) diante da mesma situação e as histórias se repetem. Olhando esse horizonte estreito, pode-se imaginar que isto não é algo que acontece no universo das ruas fora dos muros. Mas, olhando que o já foi feito por outras pessoas, pode-se dizer que tudo de ruim que acontece lá fora se perpetua no microcosmo universitário.No caso da PUC, percebe-se que mesmo num lugar onde todos (ou quase todos) tem um articulado discurso de inclusão social via universidade,onde o capital intelectual e as práticas de cidadania são tão "prezadas", as histórias relatadas assumem um contorno ainda mais bizarro. Para terminar, para quem conhece a supracitada universidade sabe que ela é basicamente dividida em dois grandes "feudos": a Comfil e a FEA. Pois bem, ideológicamente (pelo menos da boca pra fora) esses dois grupamentos de cursos possuem idéias politico-sociais antagônicas, mas parecem dividir muitas coisas em comum por mais que tentem negar.
Com a palavra, de novo, a dona Maria (aquela da história da "mira torta"):"Sempre falam que alunos da Comfil e da FEA são diferentes, mas só se for no jeito de se vestir. Essa moçada é tudo igualmeu filho. As vezes ouço eles falando que um é diferente do outro, mas fazem as mesmas coisas quando acham que ninguém está vendo. Eu estou lá, mas não conto né? A gente não é assim 'tão gente' para fazer diferença para vocês."Um pouco constragindo, por me sentir incluído no "vocês" me despedi da dona Maria. Agora que que a vejo acumprimento, aos outros também, pelo menos com um breve aceno de cabeça. Talvez para ser menos invasivo em minha demonstração de solidariedade, talvez porque eu também sofra do mesmo mal de todos e só agora percebi.
Com a palavra, de novo, a dona Maria (aquela da história da "mira torta"):"Sempre falam que alunos da Comfil e da FEA são diferentes, mas só se for no jeito de se vestir. Essa moçada é tudo igualmeu filho. As vezes ouço eles falando que um é diferente do outro, mas fazem as mesmas coisas quando acham que ninguém está vendo. Eu estou lá, mas não conto né? A gente não é assim 'tão gente' para fazer diferença para vocês."Um pouco constragindo, por me sentir incluído no "vocês" me despedi da dona Maria. Agora que que a vejo acumprimento, aos outros também, pelo menos com um breve aceno de cabeça. Talvez para ser menos invasivo em minha demonstração de solidariedade, talvez porque eu também sofra do mesmo mal de todos e só agora percebi.







